Portaria n
Portaria
nº 862 de 12 de Novembro de 2002.
O
Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais,
Considerando
a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para
o tratamento da Neutropenia, que contenha critérios de diagnóstico e
tratamento, observando ética e tecnicamente a prescrição médica, racionalize
a dispensação dos medicamentos preconizados para o tratamento da doença,
regulamente suas indicações e seus esquemas terapêuticos e estabeleça
mecanismos de acompanhamento de uso e de avaliação de resultados, garantindo
assim a prescrição segura e eficaz;
Considerando
a Consulta Pública a que foi submetido o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas
? Tratamento da Neutropenia com Estimuladores de Colônias das Células
Progenitoras da Medula Óssea , por meio da Consulta Pública SAS/MS nº 04, de
17 de maio de 2002, que promoveu sua ampla discussão e possibilitou a participação
efetiva da comunidade técnico científica, sociedades médicas, profissionais
de saúde e gestores do Sistema Único de Saúde na sua formulação, e
Considerando
as sugestões apresentadas ao Departamento de Sistemas e Redes Assistenciais no
processo de Consulta Pública acima referido, resolve:
Art.
1º - Aprovar o PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ? TRATAMENTO
DA NEUTROPENIA COM ESTIMULADORES DE COLÔNIAS DAS CÉLULAS PROGENITORAS DA
MEDULA ÓSSEA ? Filgrastima, Lenograstima. Molgramostima, na forma do
Anexo desta Portaria.
§ 1º
- Este Protocolo, que contém o conceito geral da doença, os critérios de
inclusão/exclusão de pacientes no tratamento, critérios de diagnóstico,
esquema terapêutico preconizado e mecanismos de acompanhamento e avaliação
deste tratamento, é de caráter nacional, devendo ser utilizado pelas
Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na
regulação da dispensação dos medicamentos nele previstos.
§ 2º
- As Secretarias de Saúde que já tenham definido Protocolo próprio com a
mesma finalidade, deverão adequá-lo de forma a observar a totalidade dos critérios
técnicos estabelecidos no Protocolo aprovado pela presente Portaria;
§ 3º
- É obrigatória a observância deste Protocolo para fins de dispensação dos
medicamentos nele previstos;
§ 4º
- É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal,
dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos
preconizados para o tratamento da Neutropenia, o que deverá ser formalizado
através da assinatura do respectivo Termo de Consentimento Informado, conforme
o modelo integrante do Protocolo.
Art.
2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
RENILSON
REHEM DE SOUZA
Secretário
ANEXO
PROTOCOLO
CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS
TRATAMENTO
DA NEUTROPENIA COM ESTIMULADORES DE COLÔNIAS DAS CÉLULAS PROGENITORAS DA
MEDULA ÓSSEA
Medicamentos:
Filagrastima, Lenograstima, Molgramostima
1.
Introdução
Os
dois fatores de crescimento da linhagem mielóide (G-CSF- Filgrastima/lenograstima
e o GM-CSF-Molgramostima) fazem parte da família de citocinas (ou citoquinas)
reguladoras da proliferação, diferenciação e ativação funcional das células
hematopoéticas mielóides. A filgrastima é uma glicoproteína produzida por técnica
de DNA recombinante, pela E.coli. Já a lenograstima é produzida por células
derivadas de ovário de Hamster. Ambas
estimulam a proliferação de células progenitoras engajadas para a linhagem
neutrofílica e ativam funções fagocíticas e citotóxica de neutrófilos
maduros. A molgramostima, em virtude de um número maior de efeitos adversos, é
pouco usada atualmente.
A
despeito do efeito benéfico do G-CSF em desfechos relevantes como aumento do número
de neutrófilos e redução do tempo de neutropenia, redução do número de
infecções, redução de internações hospitalares, não há redução de
mortalidade, mesmo quando utilizado no contexto clínico de sua mais prevalente
utilização: pacientes com neutropenia induzida por quimioterapia para
neoplasias não mielóides.
Neste
Protocolo de tratamento serão consideradas como critério de inclusão as situações
clínicas onde, apesar de não haver redução da mortalidade, o uso do G-CSF
está consagrado na literatura com base em desfechos intermediários, mas
relevantes. (1-2)
2.
Classificação CID 10
D70
Neutropenia
Z
94.8 Transplante de Medula Óssea
D 70
associado a Z 94.8
D 70
associado a Z 51.1 (Quimioterapia do câncer)
D 70
associado a B 24 (SIDA)
D 61
Anemia Aplástica
D 70
grave associado à Mielodisplasia D 46.0 , D 46.1 , D 46.2 , D 46.7
2.
Critérios de Inclusão no protocolo de Tratamento
Serão
incluídos, neste Protocolo de Tratamento, todos os pacientes que se enquadrarem
e apresentarem pelo menos uma das situações clínicas abaixo:
Mobilização
de células progenitoras para transplante de medula óssea (uso hospitalar /
ambulatorial) - Indicação liberada pelo FDA para adultos e crianças. O uso de
G-CSF mobiliza grande quantidade de células progenitoras hematopoéticas para o
sangue periférico, possibilitando sua coleta para uso posterior em transplante
autólogo/alogênico;
Neutropenia
associada ao Transplante de Medula Óssea (uso hospitalar) ? Indicação
liberada pelo FDA para adultos e crianças. O G-CSF é utilizado para encurtar o
período de neutropenia após o condicionamento (quimioterapia ou radioterapia +
quimioterapia)(3,4). O G-CSF também pode ser útil nos pacientes com falha ou
retardo da ?pega do transplante?(5). Critério de entrada: número total de
neutrófilos menor ou igual a 500/mm3 21 dias após o transplante;
Neutropenia
induzida por quimioterapia (uso hospitalar) ? Indicação liberada para
adultos e crianças. O G-CSF é utilizado para diminuir a incidência de
neutropenia febril em pacientes recebendo quimioterapia mielossupressiva anticâncer.
Também utilizado para reduzir o tempo de recuperação neutrocitária e a duração
da febre após a indução ou consolidação da quimioterapia de leucemia mielóide
aguda (6,7). Critério de entrada: Quimioterapia para qualquer tipo de neoplasia
com mielotoxicidade grave caracterizada por previsão, de um período mínimo de
10-14 dias, de neutropenia abaixo de 500/mm3. Iniciar tratamento após
a quimioterapia e quando os neutrófilos estiverem abaixo de 500/mm3;
Neutropenia
Crônica Grave (uso ambulatorial)? Indicação liberada para adultos e crianças.
O G-CSF é utilizado para pacientes com neutropenia congênita, neutropenia cíclica
ou idiopática(8). Filgrastima em doses baixas (menos de 5 microgramas/quilograma
cada 2 a 7 dias)(9). Critério de entrada: número total de neutrófilos menor
ou igual a 500/mm3;
AIDS/SIDA
com neutropenia (uso ambulatorial): em pacientes com AIDS/SIDA, o risco de infecção
bacteriana é bem mais elevado quando o paciente está neutropênico. O G-CSF
reduz a incidência de infecções bacterianas graves nestes pacientes. Houve
também, diminuição nos dias de hospitalização. É possível que os
pacientes, com menos de 50 CD4 sobrevivam por um tempo significativamente mais
longo quando tratados com G-CSF(10). Recomenda-se manter contagem entre 2000 e
10000 neutrófilos(11). Critério
de entrada: paciente portador de AIDS/SIDA que apresentar contagem de neutrófilos
abaixo de 1000/ mm3;
Anemia
aplásica grave em terapia com tripla imunossupressão (uso ambulatorial e
hospitalar) (ciclosporina, corticóide, e soro anti-timocítico
ou anti-linfocítico) ? indicação liberada para adultos e crianças
para pacientes com contagem de neutrófilos abaixo de 200/mm3.
Tratamento recomendado somente nos primeiros 90 dias de imunossupressão(12).
Mielodisplasia
com neutropenia grave e infecção de repetição (uso ambulatorial) ? indicação
liberada para adultos com anemia refratária com ou sem ?sideroblastos em
anel? com contagem de neutrófilos abaixo de 500/mm3 e infecções de repetição
necessitando hospitalizações(5).
3.
Critérios de Exclusão do Protocolo de Tratamento
Não
deverão ser incluídos neste Protocolo:
pacientes
portadores de hipersensibilidade à filgrastima/ lenograstima;
pacientes
com hipersensibilidade a proteínas derivadas de Escherichia coli;
pacientes
grávidas ou em período de lactação;
não
concordância com os termos do Consentimento Informado.
4.
Utilização Não Recomendada
As
situações clínicas onde a utilização de G-CSF não será recomendada por
falta de evidências científicas de eficácia sobre desfechos clínicos
relevantes são as seguintes:
agranulocitose:
os artigos publicados nesta condição clínica são relatos de casos evidência
considerada insuficiente para justificar a sua recomendação em larga escala;
neutropenia
febril em pacientes em quimioterapia do câncer: a literatura é contraditória
quanto à do G-CSF nesta condição clínica, não sendo por isso recomendado
seu uso (5,13).
5.
Tratamento
Fármacos
Filgrastima
Lenograstima
Molgramostima
Esquema
de Administração e Tempo de Tratamento
Mobilização
de células progenitoras para transplante de medula óssea (uso hospitalar /
ambulatorial) ? Utilizar 10 microgramas/kg por dia (dividido em duas doses diárias)
por 5-7 dias quando a mobilização ocorre exclusivamente com fator de
crescimento ou 5 microgramas/kg até a obtenção da células progenitoras
quando a mobilização associa quimioterapia e fator de crescimento.
Neutropenia
associada ao Transplante de Medula Óssea (uso hospitalar) ? Iniciar com fator
de crescimento 5 microgramas/kg/dia, dose única diária, se o número total de
neutrófilos for menor ou igual a 500/mm3 21 dias após o
transplante. Manter o tratamento até a obtenção de uma contagem de neutrófilos
superior a 1000/mm3 por 3 dias.
Neutropenia
induzida por quimioterapia: Iniciar tratamento com fator de crescimento 5
microgramas/kg/dia após a quimioterapia e quando os neutrófilos estiverem
abaixo de 500/mm3; Manter o tratamento até a obtenção de uma
contagem de neutrófilos superior a 1000/mm3 por 3 dias;
Neutropenia
Crônica Grave (uso ambulatorial) ? Fator de crescimento 5 microgramas/kg/dia
até a obtenção de uma contagem de neutrófilos superior a 1500/mm3.
Após, reduzir a dose progressivamente e utilizar a menor dose suficiente para
manter as contagens de neutrófilos acima de 500/mm3;
AIDS/SIDA
com neutropenia (uso ambulatorial): Iniciar com filgrastima 5 microgramas/kg/dia
se paciente portador de AIDS/SIDA com CD4 abaixo de 50/mm3 e
apresentando contagem de neutrófilos abaixo de 1000/ mm3. Manter o
tratamento até a obtenção de uma contagem de neutrófilos superior a 2000/mm3
por 3 dias. Após, reduzir a dose progressivamente e utilizar a menor dose
suficiente para manter as contagens de neutrófilos acima de 2000/mm3.
Anemia
aplásica grave em terapia com tripla imunossupressão (uso ambulatorial e
hospitalar) (ciclosporina, corticóide, e soro anti-timocítico ou anti-linfocítico)
? Iniciar Fator de crescimento 5
microgramas/kg/dose se contagem de neutrófilos abaixo de 200/mm3 no
momento do início do esquema de tríplice imunossupressão. Manter seu uso por
até 90 dias, ou interromper antes caso ocorra resposta da doença de base à
terapia imunossupressora.
Mielodisplasia
com neutropenia grave e infecção de repetição (uso ambulatorial) ?Iniciar
com fator de crescimento 5 microgramas/kg/dia se contagem de neutrófilos abaixo
de 500/mm3 e infecções de repetição necessitando hospitalizações(5).
Manter o uso na dose indicada até a obtenção de uma contagem de neutrófilos
superior a 1000/mm3. Após, reduzir a dose progressivamente e
utilizar a menor dose suficiente para manter as contagens de neutrófilos acima
de 500/mm3;
A
administração de filgrastima/lenograstima pode ser feita por infusão
intravenosa ou por via subcutânea. A via preferencial é a subcutânea pela
relação de um melhor custo/benefício.
A
Molgramostima, pouco utilizada atualmente, é administrada de maneira semelhante
ao G-CSF (dose total, posologia e vias de administração).
6.
Cuidados Especiais Recomendados
Nunca
utilizar estes fármacos 24 horas antes ou depois da administração de
quimioterapia citotóxica;
Evitar
uso simultâneo de outras quimioterapias ou radioterapia;
Suspender
o uso em caso de leucocitose (contagem de leucócitos superior a 10.000/mm3),
exceto se o paciente estiver em processo de mobilização de células
progenitoras para transplante de medula óssea;
É
possível que atue como fator de crescimento para outros tumores, efeito
observado in vitro e ainda não comprovado in vivo;
Pacientes
com neutropenia congênita em uso de filgrastima apresentam um maior risco de
desenvolver síndrome mielodisplásica e
leucemia mielóide aguda(14).
7.
Efeitos Adversos
Dor
óssea é a complicação mais freqüente ocorrendo em até 33% dos pacientes em
uso de filgrastima/lenograstima.
Fármacos
incluídos na Categoria C da classificação do FDA de drogas na gestação.
Benefícios
esperados com o tratamento
Aumento
do número de neutrófilos.
Redução
do número de infecções.
Redução
do número de internações hospitalares.
8.
Monitorização
Hemograma
completo com diferencial e plaquetas devem ser realizados 2 ou 3 vezes por
semana. Este controle pode ser mais espaçado no caso de doenças crônicas;
Aspirado
de medula óssea deve ser realizado para estudo morfológico, relação mielóide/eritróide
e ou conteúdo de unidades formadoras de colônias de granulócitos-macrófagos
- necessário somente em casos de uso crônico continuado nas neutropenias congênitas
a intervalos de 6 meses ou 1 ano.
Observações
A
dispensação dos medicamentos preconizados neste Protocolo para pacientes, com
qualquer diagnóstico previsto, com tratamento em regime de internação
hospitalar é de responsabilidade do Hospital, estando seu custeio incluído na
respectiva Autorização de Internação Hospitalar ? AIH;
A
dispensação dos medicamentos preconizados neste Protocolo para pacientes com câncer
é de responsabilidade do CACON/Serviço Isolado responsável pelo tratamento,
estando seu custeio incluído, quando em regime de internação, na respectiva
Autorização de Internação Hospitalar ? AIH e, quando em regime
ambulatorial, na respectiva APAC-ONCO;
A
dispensação para pacientes portadores de AIDS/SIDA ? vide orientações da
Coordenação Nacional de DST/AIDS.
9.
Consentimento informado
É
obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos
potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos
preconizados nesse protocolo, o que deverá ser formalizado por meio da
assinatura de Termo do Consentimento Informado, de acordo com o modelo em anexo.
10.
Referências Bibliográficas
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St. Louis: Facts and Comparisons, 2002.
2.
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3 CD-ROM. 1974-2002.
3.
Sheridan WP, Morstyn G, Wolf M et al. Granulocyte colony-stimulating factor and
neutrophil recovery after high-dose chemotherapy and autologous bone marrow
transplantation. Lancet 1989; 2:891-95
4.
Morstyn G, Lieschke GL, Sheridan W et al. Pharmacology of the colony-stimulating
factors. TIPS 1989; 10:154-59
5.
Ozer H, Armitage JO, Bennett CL, et al. 2000
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factors: evidence-based, clinical practice guidelines. J Clin Oncol 2000;
18:3558-85
6.
Harousseau JL, Witz B, Lioure B, et al. Granulocyte colony-stimulating factor
after intensive consolidation chemotherapy in acute myeloid leukemia: results of
a randomized trial of the Groupe Oues-Est Leucémies Aigues Myeloblastiques. J
Clin Oncol 2000. 18(4):780-87
7.
Usuki K, Urabe A, Masaoka T, et al. Efficacy
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leukaemia: a multicentre randomized study. Br
J Haematol 2002;116(1):103-12.
8.
Zeidler C, Boxer L, Dale DC, et al. Management of Kostmann syndrome in the G-CSF
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9.
Bernini JC, Wooley R, Buchanan GR. Low-dose recombinant human granulocyte
colony-stimulating factor therapy in children with symptomatic chronic
idiopathic neutropenia. J Pediatr. 1996;129(4):551-58.
10.
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11.
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12.
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colony-stimulating factor in children with acquired aplastic anemia. Blood
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13.
Hughes WT, Armstrong D, Bodey GP, et al. 2002 Guidelines for use of
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2002;34;730-51
14.
Freedman MH, Bonilla MA, Fier C, et al. Myelodysplasia
syndrome and acute myeloid leukemia in patients with congenital neutropenia
receiving G-CSF therapy. Blood 2000; 96(2): 429-36.
TERMO
DE CONSENTIMENTO INFORMADO
Filagrastima,
Lenograstima, Molgramostima
Eu,
__________________ (nome do(a) paciente), abaixo identificado(a) e firmado(a),
declaro ter sido informado(a) claramente sobre todas as indicações,
contra-indicações, principais efeitos colaterais e riscos relacionados ao uso
dos medicamentos, filgrastima, lenograstima e molgramostima, para o
tratamento de neutropenia.
Fui
informado(a) de que este produto somente pode ser utilizado por mim e não pode
ser repassado para nenhuma outra pessoa.
Os
termos médicos foram explicados e todas as minhas dúvidas foram esclarecidas
pelo médico _____________ (nome do médico que prescreve).
Expresso
também minha concordância e espontânea vontade em submeter-me ao referido
tratamento, assumindo a responsabilidade e os riscos por eventuais efeitos
indesejáveis.
Declaro
estar ciente de que o uso deste remédio é utilizado para ajudar o organismo a
produzir células brancas do sangue, prevenindo infecções em pacientes que estão
com baixa resistência devido ao
uso de outros medicamentos, transplantes ou portadores de doenças do sangue.
Fui
claramente informado(a) de que o medicamento pode trazer os seguintes benefícios:
aumento
do número de neutrófilos;
redução
do número de infecções;
redução
de internações hospitalares.
Fui,
também, claramente informado(a) a respeito dos potenciais efeitos colaterais,
contra-indicações e riscos:
medicamentos
classificados na gestação como categoria C (estudos em animais mostraram
anormalidades nos descendentes, porém, não há estudos em humanos; o risco
para o bebê não pode ser descartado, mas um benefício potencial pode ser
maior que os riscos);
amamentação:
não foi estabelecido se os medicamentos são eliminados pelo leite materno. Não
há relatos de problemas relacionados a amamentação em humanos. Entretanto, é
fundamental discutir com o médico antes de amamentar;
As
principais reações colaterais já relatadas para os medicamentos são:
filgrastima:
redução do número de glóbulos vermelhos (anemia), redução do número
de plaquetas(o que pode acarretar sangramentos), risco de ocorrência de ?Síndrome
mielodisplástica? e leucemia mielóide aguda, dor de cabeça, infarto do miocárdio,
arritmias, hipotensão, alterações eletrocardiográficas, aumento da
permeabilidade capilar, hipoxemia, diminuição da função da tireóide (hipotireoidismo),
aumento das concentrações de ácido úrico no sangue (hiperuricemia), perda de
apetite, náuseas, alterações no paladar, possibilidade de toxicidade
pulmonar, possibilidade de toxicidade sobre o fígado e os rins, reações alérgicas
de pele, dores nos ossos, músculos e articulações, sensibilidade à luz
(fotofobia), problemas oculares, reações anafiláticas, febre, aumento do
tamanho do baço (esplenomegalia) e ruptura de baço (raro).
lenograstima:
redução do número de glóbulos vermelhos (anemia), redução do número de
plaquetas (o que pode acarretar sangramentos), aumento dos glóbulos brancos
para valores acima dos níveis normais, dor de cabeça, formigamentos, palpitações
e inflamação do pericárdio (membrana que envolve o coração), náuseas, vômitos,
perda de apetite, diarréia, dor de estômago, dores abdominais, aftas, insuficiência
respiratória ou ?Síndrome da Angustia Respiratória Aguda?, reações alérgicas
de pele (rash cutâneo e eritema exudativo), dores nos ossos e nas
costas, febre, aumento do tamanho do baço (esplenomegalia) e ruptura do baço
(raro).
molgramostima:
redução ou aumento do número de plaquetas, aumento dos linfócitos para
valores acima dos níveis normais, diminuição nos níveis de hemoglobina, dor
de cabeça, tonturas, confusão, desmaios, letargia, cansaço, enjôo,
formigamentos, depressão, insuficiência cardíaca, pressão baixa (hipotensão),
arritmias cardíacas, aumento da pressão intracraniana, ?Síndrome do
extravasamento capilar?, pericardite (inflamação da membrana que envolve o
coração), endocardite de Loeffler (inflamação da parte interna do coração),
náuseas, vômitos, diarréia, perda de apetite, dores abdominais, aftas, falta
de ar, broncoespasmo ou broncoconstrição, derrame pleural (água na pleura),
pleurite (inflamação na pleura), edema pulmonar (água nos pulmões), reações
cutâneas no local de aplicação da injeção, reações alérgicas de pele
(como rash cutâneo e prurido), rigidez muscular, dores nos ossos e músculos,
fraqueza, febre, calafrios, reações de hipersensibilidade. O paciente pode
apresentar reações na primeira dose, que incluem pressão baixa, taquicardia,
febre, rigidez, calorões, transpiração abundante, náuseas, vômitos, dor nas
costas, falta de ar. Estas reações são mais comuns com a administração
intravenosa do que com a subcutânea e não costumam aparecer nas administrações
subseqüentes;
não
há estudos suficientes para aprovação do uso de filgrastima em crianças,
embora as pesquisas demonstrem não haver alterações no crescimento e
desenvolvimento, maturação sexual e das funções endócrinas. Há relato de
surgimento de efeitos adversos, tais como esplenomegalia palpável e dores
musculo-esqueléticas, nessa faixa etária.
existem
indícios de que pacientes em uso de filgrastima podem desenvolver câncer, porém
estudos mais aprofundados são necessários para investigar seu potencial
carcinogênico;
há
controvérsias quanto ao uso de lenograstima em pacientes com neoplasia mielóide
devido ao risco teórico de recaída ou progressão da doença;
Declaro
ter sido orientado(a) a não usar outros remédios sem orientação médica.
Estou
ciente de que posso suspender o tratamento a qualquer momento, sem que este fato
implique qualquer forma de constrangimento entre mim e meu médico, que se dispõe
a continuar me tratando em quaisquer circunstâncias.
Autorizo
o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a fazer uso de informações
relativas ao meu tratamento desde que assegurado o anonimato.
Declaro,
finalmente, ter compreendido e concordado com todos os termos deste
Consentimento Informado.
Assim,
o faço por livre e espontânea vontade e por decisão conjunta, minha e de meu
médico.
O
meu tratamento constará do seguinte medicamento:
?
filgrastima
?
lenograstima
?
molgramostima
|
Paciente:
__________________________________________
|
|
Documento de Identidade:
______________________________
|
|
Sexo:
|
Masculino ( ) Feminino (
)
|
Idade: ________________
|
|
Endereço:
_________________________________________
|
|
Cidade: _________
|
CEP: _________
|
Telefone: (
) ______
|
|
Responsável legal
(quando for o caso, sempre que o paciente for menor de 18 anos):
_________________________________
|
|
Documento de Identidade
do responsável legal: _______________
|
|
__________________________________________
Assinatura
do paciente ou do responsável legal
|
|
|
|
|
|
|
Médico Responsável:
____________
|
CRM:_______
|
UF: ___
|
|
Endereço:
__________________________________________
|
|
Cidade: _________
|
CEP: ___________
|
Telefone: (
) _____
|
|
________________________
Assinatura
e carimbo do médico
|
_______________________
Data
|
|
|
|
|
|
|
Observações:
O preenchimento completo deste
Termo e sua respectiva assinatura são imprescindíveis para o fornecimento do
medicamento.
Este Termo será preenchido em
duas vias: uma será arquivada na farmácia responsável pela dispensação dos
medicamentos e a outra será entregue ao paciente.