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Segundo o especialista PASSOS (2006), a hepatite C é uma epidemia silenciosa, pois pode permanece completamente assintomática por um longo período de infecção “fazendo com que o indivíduo não tome conhecimento dela e, portanto, não procure atenção especializada”.
Com isso, pode se tornar crônica em até 85% dos infectados, o que “eleva o risco de desenvolvimento de complicações graves, como cirrose hepática e câncer de fígado. Não sem razão, a hepatite C vem sendo apontada como a mais importante pandemia desse início de século 21, sendo responsável já pela maioria dos casos de transplantes de fígado em inúmeros países”
O Ministério da Saúde estima que cinco milhões de pessoas sejam portadores do VHC, vírus da hepatite C, no Brasil.
Apesar do alto número de infectados ainda há pouca divulgação sobre formas de contágio. Transmitida principalmente pelo sangue, a hepatite C é tratada com medicamentos anti-virais, como o interferon e a ribavirina, ambos disponíveis na rede pública de saúde, mais indicado para os casos em que a doença está evoluindo mais rapidamente.
O médico Giovanni Faria Silva, professor de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp, esclarece em entrevista ao Portal da Hepatite que “Um dos principais fatores de infecção pelo VHC foram as transfusões de sangue ou de hemoderivados anteriores a 1993, quando se começou a verificar a presença, ou não, do vírus nos doadores”, lembra Faria Silva. O professor recomenda o teste para detecção do VHC às pessoas que passaram por transfusão de sangue antes de 1993, usuários de drogas injetáveis, pessoas que se submeteram a transplante de órgão antes de 1993.
Infectar-se com o vírus da hepatite C é muito difícil, pois ele somente é transmitido através do contato com sangue contaminado penetrando na pele por algum ferimento. Não há comprovação de contaminação por fluidos corporais, como saliva, suor, lágrimas, sêmen ou leite materno (a mãe contaminada pode amamentar). Não ocorre transmissão do vírus C por meio de abraços, beijos, ou pelo compartilhamento de pratos, copos, talheres ou roupas. A contaminação sexual é possível, porém de ocorrência extremamente rara. O contágio sexual é muito difícil e somente acontece se os parceiros tiverem algum ferimento. Por precaução use sempre a camisinha.
Entretanto, apesar do contágio não ser fácil, é preciso ter cuidado ao ir á manicure e pedicure, nem todos os estabelecimentos possuem ou utilizam a autoclave de maneira correta – prefira sempre utilizar seus próprios instrumentos, pois nesses lugares pode ocorrer a contaminação.
Exija de seu dentista o uso de máscara facial, luvas e protetores da base da turbina, do micro-motor, da seringa de ar e da “asa” do foco de luz, descartáveis e trocados na sua frente. O vírus se mantém ativo até por três dias nos instrumentos contaminados.
Quando for procurar um especialista para fazer acupuntura, tatuagens, colocar piercings e se submeter a procedimentos estéticos que utilizem qualquer instrumento que possa ter contato sanguíneo, certifique-se se o material é descartável ou se está devidamente esterilizado.
Não existe vacina para se proteger da hepatite C. A melhor vacina é a prevenção e os cuidados gerais.
Fontes:ST & AIDS – MINISTÉRIO DA SAÚDE Portal da Hepatite PASSOS, A. D. C. Hepatite C: aspectos críticos de uma epidemia silenciosa. Cadernos de Saúde Pública (FIOCRUZ), v. 22, p. 1764-1765, 2006.
Fonte: http://portaldoconsumidor.wordpress.com
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